Sepse: um inimigo silencioso, fatal e quase desconhecido
Geral
21.09.2015
Considerada a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva (UTI), a sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, podendo levar à parada de funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não descoberta e tratada rapidamente. Durante este mês de setembro, profissionais de saúde de todos os continentes intensificam ações para reduzir a incidência desse grave problema de saúde pública.
A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer, segundo dados de estudos epidemiológicos do Instituto Latino Americano da Sepse, ILA. O estudo comprova ainda que cerca de 30% dos leitos das unidades de terapia intensiva no Brasil são ocupados por pacientes com Sepse grave e a taxa de mortalidade pode chegar a 55% dos pacientes que apresentam Sepse nas UTIs brasileiras.
Qualquer tipo de infecção, leve ou grave, pode evoluir para Sepse. As mais comuns são a pneumonia, infecções na região abdominal e infecções urinárias. Por isso quanto menor o tempo com infecção, menor a chance de surgimento da Sepse. Para tal, o tratamento rápido das infecções é uma estratégia que deve ser adotada.
O médico intensivista Erico de Lima Vale, da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC), diz que o risco de Sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, respeitando-se o calendário de vacinação e diz que uma higienização adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico, podem ajudar a prevenir infecções hospitalares que levam à Sepse. Ele alerta ainda para o fato da Sepse não ocorrer apenas por causa de infecções hospitalares: “É importante ter bons hábitos de saúde, evitar a automedicação, o uso desnecessário de antibióticos, prevenir acidentes domésticos, controlar o peso e as taxas de diabetes”.
A Maternidade Escola Januário Cicco, administrada pela Ebserh, desenvolve rotineiramente atividades de conscientização e disseminação de informações acerca dos cuidados que se deve ter para evitar a Sepse nos pacientes. No local, são realizados treinamentos e ações educativas com os profissionais das áreas assistenciais e pacientes. Uma das ações educativas é a de higienização das mãos, onde é ressaltada a importância e a maneira correta do ato.
Neste mês, serão realizadas palestras, rodas de conversas e distribuição de material informativo na maternidade com o objetivo de disseminar informações e conscientizar o público sobre os riscos e os cuidados que se precisa ter para evitar está infecção que acomete tantas pessoas no mundo. A MEJC é referência na assistência materno-infantil de alto risco no Estado do Rio Grande do Norte.
Fonte: Nominuto.com