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SERVIDORES MUNICIPAIS ENTRAM EM GREVE NESTA SEXTA-FEIRA

Geral

16.09.2010

CORREIO DA TARDE | URGENTE

Por: Michelle Phiffer

Publicado no dia 15/09/10 

O Sin­di­ca­to dos Tra­ba­lha­do­res em Saúde do Rio Gran­de do Norte (Sind­saú­de) está pro­gra­man­do mais uma greve para esta sexta-feira (17). Os ser­vi­do­res mu­ni­ci­pais de Natal vão pa­ra­li­sar suas ati­vi­da­des em pro­tes­to a pro­ble­mas en­con­tra­dos em 19 pon­tos do pro­je­to do Plano de Car­gos, Car­rei­ras e Ven­ci­men­tos (PCCV) apre­sen­ta­do pela pre­fei­tu­ra na Câ­ma­ra de Ve­rea­do­res. A de­ci­são foi to­ma­da ontem (14) em as­sem­bléia rea­li­za­da no au­di­tó­rio do sin­di­ca­to. Na reu­nião, ficou de­ci­di­do que de­vi­do a não par­ti­ci­pa­ção do poder exe­cu­ti­vo na au­diên­cia pú­bli­ca rea­li­za­da na quarta-feira (8), os ser­vi­do­res irão parar.

Nesta sexta-feira, ás 9h será realizado um Ato Pú­bli­co, em fren­te à pre­fei­tu­ra para pressionar o poder público. Segundo José Wil­son de Fa­rias, di­re­tor de or­ga­ni­za­ção do Sind­saú­de, a pre­fei­tu­ra pa­re­ce querer em­pur­rar o im­pas­se para de­pois das elei­ções. ‘O pro­je­to dis­cu­ti­do por vá­rios meses com os sin­di­ca­tos, foi en­tre­gue à Câ­ma­ra com vá­rios erros’, disse.

Entre os pontos abordados, o Sind­saú­de apon­ta os prin­ci­pais. O pri­mei­ro é em relação aos ser­vi­do­res mu­ni­ci­pa­li­za­dos que não têm si­tua­ção definida den­tro do plano, sobre a con­ti­nui­da­de do re­ce­bi­men­to de gra­ti­fi­ca­ções, pois o PCCV-Saúde só abran­ge os ser­vi­do­res con­cur­sa­dos da SMS.

Outro ponto é o en­qua­dra­men­to dos fun­cio­ná­rios que na forma ini­cial do plano, mu­da­riam de ca­te­go­ria de oito em oito anos. O que, segundo o sin­di­ca­to, deve acon­te­cer a cada 2 anos. Há tam­bém o ques­tio­na­men­to sobre a re­ti­ra­da da Gra­ti­fi­ca­ção dos tra­ba­lha­do­res em saúde men­tal, que deveria ser mantida. Um úl­ti­mo pro­ble­ma apre­sen­ta­do foi a in­ter­rup­ção da con­ta­gem do tempo para evo­lu­ção na car­rei­ra. Se­gun­do Wil­son, o tempo de afas­ta­men­to por li­cen­ça saúde deve ser con­si­de­ra­do como exer­cí­cio efetivo. Já que doen­ças como cân­cer, não tem cura em 90 dias, li­mi­te es­ti­pu­la­do pelo plano. Há de se chegar a um meio-termo para não ser in­jus­to, mas não se pode per­mi­tir si­tua­ções in­de­fi­ni­das", afir­mou.

O ser­vi­dor que ficar à dis­po­si­ção de en­ti­da­de ligada a Saúde deve ter tempo de ser­vi­ço con­si­de­ra­do como efe­ti­vo exer­cí­cio. O mé­ri­to é pri­vi­le­giar quem está na linha de fren­te do aten­di­men­to ao ci­da­dão", con­cluiu.

Fonte: CORREIO DA TARDE | URGENTE