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Sesap e SMS definem ação emergencial para a pediatria

Geral

18.12.2013

Difícil e urgente impasse a ser resolvido e que vem tirando o sossego da população é a escassez do atendimento pediátrico nas unidades de saúde básica da rede municipal. Até então, apenas o Pronto-Socorro Sandra Celeste recebe a demanda municipal, e ainda atende a região metropolitana de Natal. Após o fechamento da porta de entrada infantil do Hospital Santa Catarina e do Hospital Deoclécio Marques, a lotação é constante na unidade, sobrecarregando a equipe médica.

Atualmente, o Sandra Celeste recebe o dobro da capacidade para o atendimento pediátrico. Segundo dados da SMS, o pronto-socorro tem a capacidade para realizar 120 atendimentos na urgência e 40 ambulatoriais, por dia. Hoje, contabiliza-se uma média de 250 atendimentos da urgência e 60 a 80 ambulatoriais. Pontua-se também que 70% dos casos de atendimento exigem mais três consultas médicas.

A unidade tem se comportado como referência para o atendimento pediátrico da região da Grande Natal, agravado pelo fechamento das portas de entrada na rede estadual. Somente no Hospital Santa Catarina eram realizados cerca de 600 atendimentos por mês. A justificava da Sesap é poder garantir a assistência de alta complexidade que é de responsabilidade dos hospitais estaduais.

Ediclécio Joaquim, frentista, mora em Igapó e tem dificuldades para encontrar atendimento para suas duas filhas. Hoje pela manhã eles estava com a sua filha Fernanda, de dois anos. Apesar de bem atendido, ele reclama da localização da unidade. “Onde tiver mais perto é jogo, mas como só tem aqui, é pra onde venho”, relata.

A solução para desafogar a unidade é descentralizar o atendimento. Para planejar uma operação pediátrica para Natal se reuniu na tarde de ontem, na secretaria municipal de saúde, a Comissão Intergestora Regional, com representantes de saúde da região metropolitana de Natal, e contou também com a participação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap).

Na reunião ficou acertado medidas de relocações de atendimentos. Foi acatado o encaminhamento da demanda do interior do RN para a rede estadual, precisamente para o Hospital Walfredo Gurgel e Hospital Maria Alice, como parte do sistema de regulação da rede.

Outra ação é trabalhar com a classificação de risco. Os pacientes infantis que forem considerados de baixo risco serão dirigidos a unidades básicas de saúde que tenham o atendimento pediátrico. A SMS está fazendo o levantamento dessas unidades que darão o suporte, principalmente na parte ambulatorial.

Em relação a localização do Pronto-Socorro Infantil, o secretario da saúde disse que já é uma dificuldade encontrar imóveis adequados para as necessidades. “Não tem o que fazer, não tem lugar mais adequado”, declara.

Reprodução: Tribuna do Norte