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SESAP PEDE ATENÇÃO PARA OS CASOS DA GRIPE A (H1N1)

Geral

09.11.2010

O MOSSOROENSE | COTIDIANO

Publicado no dia 09/11/10

Em 2009, a pandemia da Gripe A (H1N1) causou temor na população. Milhares de pessoas foram contaminadas pelo vírus e em Mossoró três casos de óbito decorrentes da contaminação foram registrados. Desde 10 de agosto deste ano a Organização Mundial da Saúde (OMS) se pronunciou sobre o fim da pandemia. Mas, apesar disso, a Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap) emitiu no domingo, 7, um alerta para os municípios continuarem atentos aos casos suspeitos nesse período pós-pandêmico.

Segundo a responsável pelo setor de Vigilância à Saúde em Mossoró, Allany Medeiros, mesmo antes do comunicado, as ações com esta finalidade nunca deixaram de ser realizadas. "Nós nunca deixamos de ter atenção aos casos suspeitos. Todas as coletas são realizadas no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mesmo após o fim da pandemia", explica.

No ano de 2010, em todo o Estado foi registrada uma redução significativa no número de casos em relação ao ano anterior. Ainda assim, em 2009 foram 16 óbitos no Estado, contra quatro este ano. Em função de um pedido da OMS e também do Ministério da Saúde, os municípios devem continuar monitorando a circulação do vírus e a investigação dos casos graves ou situações de surto com atualização dos fluxos de informações. O objetivo dos órgãos de saúde é monitorar possíveis alterações do vírus para formas mais letais.

"Estamos seguindo a mesma orientação: notificando os casos suspeitos e fazendo a coleta de amostras dos casos para que sejam examinados", confirma Allany. Segundo ela, em 2010, nenhum caso foi registrado no município. A solicitação da Sesap é que as unidades de saúde continuem realizando esse trabalho, colhendo informações em pessoas de qualquer idade, mesmo as que foram vacinadas contra a Influenza A.

"Alertamos para a importância de darmos continuidade à vigilância e à notificação dos casos de Gripe A, de modo que possamos detectar precocemente eventuais alterações do vírus H1N1 e planejar ações de saúde, caso se faça necessário", explicou a técnica responsável pela Vigilância da Influenza no RN, Stella Leal. O monitoramento e as ações preventivas devem continuar, especialmente em relação aos grupos mais vulneráveis para desenvolver formas graves da doença, como gestantes, portadores de doenças crônicas e crianças menores de dois anos de idade.

Fonte: O MOSSOROENSE | COTIDIANO