Sindicatos promovem protestos
Geral
29.05.2012
Como forma de protestar contra a Medida Provisória (MP) 568/2012, que trata de alterações em planos de carreira, tabelas salariais e gratificações para dezenas de categorias em diversos órgãos públicos, principalmente referente a uma redução de 50% na remuneração dos médicos federais, o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed), realizou na manhã de ontem uma mobilização pública com saída do Hospital Universitário Onofre Lopes com destino à Maternidade Escola Januário Cicco. Segundo o presidente do Sinmed e, desde o último sábado, titular também da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Geraldo Ferreira, os profissionais entendem que há uma luta nacional pelo aumento do piso salarial dos médicos e a decisão de achatamento desse salário por parte do governo federal seria uma artifício para ir de encontro à proposta dos médicos.
Como a Constituição não admite redução de salários ou vencimentos, a MP 568 institui a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI), que corresponde à diferença entre a tabela atual e anova. Assim, aproximadamente metade do valor recebido pelos médicos federais será transformada em VPNI. Os novos médicos já receberão os proventos reduzidos.
À tarde servidores da saúde se reuniram em frente ao Hospital Ruy Pereira para denunciar os problemas enfrentados na UTI improvisada da unidade hospitalar. De acordo com a presidente do Sindisaúde, Sonia Godeiro, desde o dia 18 de maio a UTI do Hospital Giselda Trigueiro foi transferida às pressas para o Hospital Ruy Pereira depois que um curto circuito da rede elétrica danificou vários aparelhos como respiradores e monitores. "As vidas foram salvas, mas estão sendo submetidas a situações desumanas, tanto pacientes como funcionários", disse.
O sindicato denuncia que os pacientes do Giselda são especificamente portadores de doenças infecto-contagiosas, entretanto, o local onde foi instalada a "nova" UTI não possui o isolamento necessário. Sendo assim, se um paciente com meningite, tuberculose ou varicela, chegar precisando de internamento não poderá serinternado. A UTI improvisada está ao lado da UTI do Ruy Pereira que recebe pacientes diabéticos para amputação, com baixa imunidade. Funcionários do local denunciam que faltam materiais básicos como esparadrapos, algodão, gaze e até alguns medicamentos.
Fonte: Diário de Natal