Sindsaúde denuncia sobrecarga de trabalho no Walfredo
Geral
17.12.2013
A saúde pública no Rio Grande do Norte continua sendo alvo de crítica pela população e pelos servidores – que após o período de greve – criticam a sobrecarga de trabalho no maior hospital público do Rio Grande do Norte, o Walfredo Gurgel.
De acordo com o Sindsaúde, na manhã desta segunda-feira (16), o plantão no setor de observação do Pronto-Socorro iniciou com 11 pacientes para cada 1 dos 5 técnicos de enfermagem e os pacientes estão novamente em macas nos corredores.
A situação se repete nos outros andares do hospital. No segundo andar, há apenas 1 enfermeira para atender os 58 pacientes internados, entre eles pacientes com seqüelas de AVC, hipersecretivos, com úlceras de decúbito e muitos idosos. Cada técnico está atendendo 9 pacientes.
No quarto andar, a situação é idêntica. Uma única enfermeira, para 58 internados. Já a enfermeira do terceiro andar atende 38 pacientes, incluindo amputados, idosos com diabetes e pacientes com grandes lesões.
A falta de profissionais é tanta que uma mesma enfermeira atende os pacientes do quinto andar e as crianças da pediatria, no terceiro andar. Ou seja, em andares diferentes! Também não há médico de plantão para atender as intercorrências clínicas dos pacientes internados nas enfermarias.
“Em maio, havia um déficit de 98 enfermeiros e 222 técnicos de enfermagem no Walfredo Gurgel. De lá para cá, nenhum profissional foi convocado para cá e o governo reduziu as equipes, cortando plantões. Antes havia mais um ou dois em cada equipe, trabalhando como plantão eventual, para poder completar os baixos salários. O governo economizou, estamos trabalhando com uma sobrecarga como nunca se viu, e a população é a mais prejudicada”, afirma Egídio Júnior, vice-coordenador-geral do Sindsaúde e enfermeiro do hospital.
Nesta manhã, a Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) do Walfredo Gurgel preparou um documento para a direção do hospital, alertando para os riscos de acidentes causados pela sobrecarga de trabalho que também ocorre em outros hospitais, como o Deoclécio Marques e o Santa Catarina.
Fonte: Nominuto