3201 5491

FALE COM A GENTE

ÁREA DO COOPERADO

SINDSAÚDE QUER GARANTIAS DE QUE NÃO HAVERÁ DEMISSÃO

Geral

26.11.2010

TRIBUNA DO NORTE | NATAL

Publicado no dia 26/11/10

Os funcionários terceirizados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu Metropolitano) já voltaram ao trabalho após ficarem a manhã de ontem em greve devido ao atraso no salário. A insatisfação, no entanto, não acabou, mesmo com o pagamento já tendo sido efetuado nas contas bancárias dos trabalhadores. O receio deles, agora, é que o emprego seja perdido com a nova seleção que está sendo preparada pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap).

 “A paralisação terminou há pouco tempo, porque a empresa responsável efetuou o pagamento por volta do meio-dia. Os funcionários ainda não tinham recebido o mês de outubro e não podiam continuar trabalhando, visto que esse dinheiro é fundamental para eles”, afirmou, no início da tarde de ontem, o diretor do Sindsaúde, Paulo Martins. Esse atraso no pagamento seria consequência de um atraso no repasse de verba da Sesap, que somente nos últimos dias efetuou o pagamento referente ao mês de agosto à empresa responsável pela contratação dos terceirizados, a JMT. “Agora, resta saber se a empresa vai ter dinheiro para daqui a 10 dias fazer o novo pagamento, do mês de novembro”, questionou Paulo Martins.

Outro ponto de insatisfação do Sindsaúde com a Sesap é a possibilidade que muitos dos atuais funcionários terceirizados da Samu Metropolitano percam seus empregos devido a uma seleção que vai preencher um novo quadro de funcionário – e que as inscrições estão previstas para terminarem hoje. “O secretário da Sesap, George Antunes, já prometeu que não iria demitir ninguém, mas vamos até a Secretaria para cobrar que ele assine um documento garantindo isso”, afirmou Paulo Martins. A visita está prevista para ocorrer nesta manhã.

Segundo o diretor do Sindsaúde, o problema com a nova seleção – que deve ter 699 vagas – é que ela representa o fim do contrato da empresa JMT e que, consequentemente, representaria o desemprego dos atuais terceirizados. “Os trabalhadores atuais estão tendo que se inscrever nessa seleção, mas é provável que não exista vaga para todos. O problema é que são pessoas bem preparadas para o trabalho e que não podem ficar de fora, sobretudo, pela experiência no Samu que já possuem”, afirmou Paulo Martins.

Conforme afirmou o Sindsaúde, o secretário George Antunes, para evitar uma demissão em massa dos quase 100 terceirizados que trabalham atualmente no Samu, teria até garantido que prorrogaria o contrato com a JMT para que ninguém fosse demitido. “Por isso, queremos que ele assine esse documento. Não queremos que ele desista dessa ideia”, afirmou Paulo Martins.

Fonte: TRIBUNA DO NORTE | NATAL