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SMS não quer apenas repasse de prédio

Geral

04.04.2014

O processo de municipalização do Centro de Saúde Reprodutivo tem sido negociado entre as partes – Estado, Município e diretoria da unidade desde novembro de 2013. Reuniões, planejamentos e estratégias para a transferência não impediram de ocasionar a descontinuidade de alguns serviços. Para a concretização do ato, falta apenas a assinatura do prefeito de Natal, Carlos Eduardo e da governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, o que deve acontecer até a próxima semana. Segundo Juliana Araújo, subcoordenadora de Operações de Hospitais e Unidades de Referência da Sesap, ficou acordado a transferência de profissionais e alguns equipamentos. “Deixamos os que seriam essenciais para o município. Estamos esperando a assinatura final para fazer a transição definitiva. Enquanto isso, executamos as readequações que foram combinadas.”, disse. Questionada sobre a defasagem de 130 profissionais, ela declara que não seria possível deixar toda equipe, já que a rede estadual sofre com déficit em duas unidades. “O período de transição é mais conturbado, mas o benefício depois é muito maior. Dentro desse processo existem dois atores, Estado e município. Hoje temos trabalhado para garantir a alta complexidade, que já é uma dificuldade pelo subfinanciamento do SUS. Então, se a gente for trabalhar como onipresente, a gente vai ser incompetente”, argumentou. Para Cipriano Maia, secretário Municipal de Saúde, a municipalização é válida, desde que seja uma municipalização do serviço, e não apenas um repasse do prédio. “Acordamos que receberíamos o serviço, com uso do prédio, equipamentos e pessoal; com um prazo de seis meses para co-gestão dessa transição”, diz. Cipriano disse que vai avaliar as condições do Centro após a legalização da municipalização, mas já adianta que o município teria dificuldade em suprir a demanda de pessoal. Reprodução: Tribuna do Norte