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SUSPEITA DE PACIENTE CONTAMINADO PELA BACTÉRIA KPC NO HRTM NÃO É CONFIRMADA

Geral

20.10.2010

O MOSSOROENSE | COTIDIANO

Publicado no dia 20/10/10

Recentemente, uma bactéria super-resistente ainda não identificada, chamada apenas de KPC, foi responsável por várias mortes em diversos estados brasileiros. O alerta mais recente sobre a presença da KPC no Brasil foi dado em Brasília. Em Belém do Pará, há suspeitas de que a filha do cantor Beto Barbosa tenha morrido vítima da bactéria.

O problema de saúde pública acendeu um alerta nas autoridades responsáveis. Em Mossoró, apesar de nenhum caso ter sido confirmado, um funcionário do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) que não se identificou, disse que uma pessoa poderia estar contaminada com a bactéria. Ele relatou que o paciente em questão estava com uma doença que não havia sido diagnosticada e que não respondia ao tratamento através de antibióticos. O diretor do hospital, Marcelo Duarte, disse desconhecer a informação.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Infectologia, a KPC é a mutação genética de uma bactéria que existe no nosso corpo e que, em geral, é inofensiva. Ao sofrer a mutação, em hospitais, torna-se resistente à maioria dos antibióticos que deveriam destruí-la. É o que faz dela uma bactéria hospitalar super-resistente. Os antibióticos destroem as bactérias normais, mas as mutantes sobrevivem e se reproduzem.

Para saber mais informações sobre a suspeita em Mossoró, o diretor do HRTM sugeriu o contato com o infectologista Fabiano Rodrigues, que trabalha na unidade. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com o médico nos hospitais onde trabalha e através do celular, mas não conseguiu falar com o especialista. Uma das funcionárias do núcleo de vigilância do hospital, Francisca das Chagas informou que ontem foram realizadas buscas ativas. "Não encontramos nada referente a essa situação".

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está reforçando a necessidade dos cuidados com higiene nos hospitais, sobretudo com as mãos, principais responsáveis pelo transporte da bactéria. A partir de agora, os hospitais também serão obrigados a notificar a agência sobre a ocorrência de infecções pela superbactéria. A responsável pela Vigilância à Saúde no município, Allany Medeiros, reforçou que também desconhece esse caso.

"Nós estamos sempre observando as informações que são colocadas no site da Anvisa. Essa preocupação com a fiscalização da higiene nos hospitais, nós sempre levamos em consideração. Essa bactéria já existe há algum tempo, mas ganhou maior repercussão agora em função das mortes. Antes disso não havia preocupação dos outros hospitais em notificar os casos. Por isso, é tão importante redobrar os cuidados com higiene para não acontecer isso", destaca Allany.

Somente este ano, 15 pessoas morreram vítimas da bactéria no país. Especialistas acreditam que pelo menos metade dos pacientes que se contaminam com essa bactéria não sobrevive. O primeiro registro da KPC foi no Recife em 2006. Depois, foram registrados casos no Distrito Federal, Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. A bactéria KPC ataca pacientes com o estado de saúde muito debilitado e que já estão mais vulneráveis às infecções. Em geral, são pacientes que se encontram internados em unidades de terapia intensiva.

Fonte: O MOSSOROENSE | COTIDIANO