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Usuários reclamam da precariedade das unidades de saúde

Geral

19.06.2013

Posto de saúde funcionando em casa residencial, unidade fechada há mais de dois anos e outra com o gabinete dentário interditado por causa de um incêndio ocorrido há 11 meses dão uma amostragem da precariedade da estrutura física da rede básica de saúde de Natal, onde 15 unidades estão ameaçadas de fechar por falta de manutenção dos prédios, segundo relato feito à Câmara Municipal pelo próprio secretário municipal de Saúde, médico Cipriano Maia.

A TRIBUNA DO NORTE percorreu quatro bairros, na manhã desta última terça-feira (18) e constatou parte dos problemas que a Saúde Municipal tenta revolver. O antigo Centro de Saúde, na rua São Tiago, em Igapó, está fechado desde 30 de abril de 2011. Ainda hoje uma placa avisa que a reforma e ampliação do prédio a cargo da empresa The Wall Construções e Serviços Ltda, custaria R$ 344.505,49. Dono de uma academia em frente ao prédio onde seria construído um ambulatório médico especializado (AME), Josemar Braz, disse que está com a chave para evitar mais depredação de sua estrutura física. “Os vândalos já levaram tudo o que tinha lá dentro”, contou.

Como o prédio está sem manutenção, o matagal e casas de marimbondos já tomaram conta de toda a área externa. “Aqui já funcionou das 5 horas às 20h30 e a situação agora é esta, precária”, disse Josemar Braz. Outra unidade em situação de precariedade é o posto de saúde do Novo Horizonte, no Bom Pastor. A unidade funciona numa casa residencial, que a cada dia perde o reboco das paredes.

“A gente aqui precisa de muita ajuda, o prédio tem muita infiltrações de água”, diz a dona de casa Angélica de Souza Lima, que procurou atendimento na manhã de ontem e encontrou a unidade de saúde, situada na rua Manoel Miranda [antiga avenida 11] fechada. Os servidores estavam reunidos para discutir as más condições de trabalho.

Afora as condições insalubres do prédio, um aviso colocado no portão de entrada informava que, por enquanto, não se estava fazendo encaminhamento de pacientes e nem recebendo pedidos de exames clínicos, porque a unidade “estava sem computador e internet”. Dona de casa Isabel Cristina Ferreira teme pelo fechamento definitivo da unidade. “Só temos esse posto aqui. Como o atendimento é feito por área, a gente não pode ir para o posto do Bom Pastor”, disse ela, que tem de se deslocar para a unidade do Nazaré.

No bairro Nordeste, uma servidora do posto de saúde que funciona no Alto da Bela Vista disse que até uma porta da farmácia, que foi tirada de outra sala, só “é fechada por fora” com um cadeado que ela própria comprou. A usuária Leda Maria Bezerra reclama da falta do formulário destinado a medicamentos controlados.

Quanto ao bairro do Pajuçara, o atendimento de clínica médica praticamente voltou à normalidade depois que, em março, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) resolveu a questão da falta de energia elétrica que perdurava há nove meses, após ocorrência de um curto circuito no gabinete dentário em 09 de agosto de 2011. Desde então, um aviso do Corpo de Bombeiros diz que a sala está interditada.

O administrador do posto Geomar Araújo disse que enviou relatório para SMS sobre a situação física e forma de atendimento. Segundo ele, em termos de atendimento a unidade vai bem. Tem seis clínicos gerais, um fisioterapeuta e dois enfermeiros.
 

Fonte: Tribuna do Norte