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Varela Santiago em dificuldades

Geral

20.07.2012

 

O Hospital Infantil Varela Santiago não recebeu da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) o repasse mensal de R$ 105 mil referente a parcela de junho do acordo firmado há cerca de três anos entre as entidades. O dinheiro deveria ter sido repassado ao hospital até o 5º dia útil de julho, porém até o final da tarde de ontem a SMS não havia feito a transferência.
Esses recursos são utilizados mensalmente para pagar os médicos plantonistas da UTI. Como o dinheiro não foi transferido pela SMS, a direção do Varela Santiago teve que usar parte da cota do custeio utilizada na compra de alimentos, medicamentos e leite para efetuar o pagamento dos profissionais. "A situação financeira do hospital é muito difícil sem esses repasses. No começo do ano não acreditava que o Varela sobrevivesse neste segundo semestre e é isso que estamos vendo", admite Paulo Xavier.
 
A diretora médica do Varela Santiago, Maria da Penha, entrou em contato com a SMS e foi atendida por um funcionário que se identificou como Neto. A médica recebeu como justificativa para o atraso, o aviso de que a falta de tempo para faturamento por parte da Secretaria Municipal de Saúde impedia o reenvio das contas para reavaliação. Porém, no final da manhã, o mesmo funcionário telefonou para o hospital e informou que a SMS vai efetuar o pagamento em atraso. A diretora médica acredita que isso deve ser feito até o final deste mês.
 
Desde o início deste ano o Varela Santiago enfrenta problemas financeiros. A falta de perspectiva em solucionar a crise e os atrasos nos repasses dos convênios com o Governo do Estado e Prefeitura de Natal, além da baixa arrecadação, fizeram com que o diretor Paulo Xavier anunciasse renúncia do cargo no mês de maio, porém o fato não chegou a se concretizar. "Se a situação não for modificada teremos que fechar 10 leitos de UTI pediátrica", afirma Paulo Xavier. 
 
Agora a direção cogita vender um imóvel adquirido nos últimos anos na rua localizada atrás do hospital como forma de efetuar o pagamento dos funcionários. "Oferecemos um serviço de primeira qualidade e mesmo assim enfrentamos uma situação dessa", lamenta o diretor. 

Fonte: Diário de Natal