VENDA ILEGAL DE REMÉDIOS - Polícia Federal realiza operação de combate ao comércio irregular de medicamentos pela internet
Geral
20.10.2010
DIÁRIO DE NATAL | BRASIL
Publicado no dia 20/10/10
Brasília – A Polícia Federal (PF) prendeu ontem em flagrante quatro pessoas por venda ilegal de medicamentos pela internet. Uma dos presos se passava por médico. No total, foram cumpridos 20 mandados prisão e de busca e apreensão em sete estados brasileiros. Batizada de Operação Panaceia, a ação policial apreendeu 15 mil comprimidos. Nenhum dos medicamentos apreendidos tinha autorização para a venda. Entre eles havia medicamentos abortivos, antidepressivos e anabolizantes.
A Operação Panaceia foi deflagrada em conjunto com a Polícia Internacional (Interpol), que coordenou ações simultâneas em mais 44 países. No Brasil, a PF contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As quadrilhas que atuam na venda ilegal de remédios anunciam os produtos em classificados de jornais e na internet, inclusive em redes de relacionamento social, nos estados da Paraíba, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Ceará.
Em Campina Grande (PB), os policiais federais conseguiram um pequeno material de anotações no bairro do Jardim Paulistano, segundo informou o delegado chefe da Delegacia, em Campina Grande, Francisco Leônidas. A suspeita era de que uma mulher, não identificada, comercializava produtos com as características dos buscados pela PF. Ela não se encontrava em casa e algumas anotações de nomes de pessoas e endereços foram levados pelos agentes para saber se diziam respeito a pontos de entrega de mercadoria.
Mercado negro
De acordo com a Polícia Federal, os criminosos estão usando sites, classificados de jornais, fóruns e redes sociais de bate-papo para vender as substâncias. No Brasil, a venda irregular desses produtos é considerada um crime hediondo (que merecerem maior reprovação por parte do Estado). Cerca de 20 mandados de busca e apreensão estão sobre o assunto estão sendo cumpridos em todo o Brasil. A operação teve início na madrugada do mesmo dia, e as prisões ocorreram nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Maranhão e São Paulo.
Segundo o delegado quecomandou a operação, Eumer Coelho, foram investigados 61 endereços na internet, 54 no Brasil e sete no exterior. Todos anunciavam venda direta para o Brasil. O delegado alertou aos consumidores que não tomem nenhuma atitude que possa responsabiliza-los penalmente. "A maioria das pessoas que compram os medicamentos pela internet tem consciência de que é uma venda ilegal, na medida em que esses medicamentos ou não têm a venda permitida ou precisam de uma receita especial, que não é cobrada na venda por esses sites", disse.
Coelho informou que o próximo passo da Operação Panaceia será a investigação da origem desses medicamentos. As pessoas presas pela PF, se condenadas pela Justiça, podem pegar, no mínimo, dez anos de prisão, já que a venda de medicamentos sem licença ou adulterados é considerada crime hediondo. (Com a colaboração do repórter Antônio Ribeiro/Diário da Borborema)