Zinco pode tratar resfriado comum
Geral
06.05.2016
Especialistas acreditam que tomar xarope ou comprimidos de zinco pode diminuir a gravidade e a duração do resfriado comum. Os autores da Cochrane Systematic Review analisaram dados de 15 experimentos médicos que envolveram 1.360 pessoas e concluíram que tomar zinco no dia em que aparecerem os sintomas pode acelerar a recuperação. A mesma substância pode ajudar a prevenir os resfriados, mas não pode ser tomada por muito tempo. Segundo a notícia da BBC, quantidades excessivas de zinco podem causar náusea, vômito, dor abdominal e diarreia. Os especialistas dizem que ainda é preciso estudar qual quantidade exata as pessoas podem tomar com segurança. Os adultos pegam cerca de dois a quatro resfriados por ano, e as crianças, cerca de dez. Há poucas coisas que podemos fazer para evitar essas infecções porque os vírus responsáveis são muito comuns, podendo ser transmitidos não apenas por tosses e espirros, mas também ao tocar superfícies contaminadas, como maçanetas e corrimãos. Não há nenhum tratamento comprovado para o resfriado comum, mas os especialistas acreditam que o zinco pode cobrir os vírus responsáveis e impedir que eles entrem no corpo pelo fino revestimento do nariz. Parece que a substância também impede a replicação do vírus, pelo menos em testes de laboratório. Outra sugestão é que o zinco ajuda o sistema imunológico e pode diminuir as reações desagradáveis que o corpo tem ao deparar com um vírus invasor. "Esse tratamento está se mostrando promissor, o que é raro quando se trata do resfriado comum", diz David Tovey, editor chefe da Cochrane Library. "Há muitos remédios disponíveis na farmácia, mas nenhum deles consegue impedir os sintomas ou reduzir drasticamente a gravidade deles", completa. Os 15 experimentos analisados usaram diferentes doses e escalas de tempo, então é impossível chegar a um consenso. E as pessoas que utilizaram zinco também informaram mais efeitos colaterais que o grupo que recebeu o placebo, como sabor desagradável e náusea. Reprodução: saude.hsw.uol.com.br